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20/04

Unidade na diversidade

O desejo de ser bom está em todas as mentes humanas. O desejo de algo melhor, mais rendoso e mais confortável tambem se encontra em todas as mentes humanas que o alimentam  com esmero na esperança de saírem vencedoras superando suas próprias limitações...

            Não importam as dificuldades e as exigências. O importante será ser reconhecido como alguém que cultiva seus dons em vista de dias melhores e de uma conquista valiosa. O  importante é estar sempre na linha de frente dos que lutam com o objetivo de serem vencedores e de serem admirados como tais.

            A luta é de todos. Mas cada qual tem sua maneira própria e sua estratégia pessoal para sobressair e se destacar em suas conquistas. Não se contenta com o comum. E isso é importante, pois o espírito que está em cada ser humano constitui uma força global para realizar algo que o distinga dos demais. Sonha em ser o melhor, o mais importante e o mais bem sucedido.

            Olhando por esse prisma a vida entenderemos o quanto é importante lutar por um lugar de destaque, tanto no meio cientifico, quanto no meio cultural, social e religioso. Assim poderemos entender a ousadia que levou esse Mestre e Senhor Jesus Cristo se declarar como “O Bom Pastor”

            Uma ousadia admirável e benfazeja. Uma ousadia própria de quem conhece a realidade em que se situa e conhece quem faz parte dessa humanidade sofrida. Essa ousadia se manifesta, acima de tudo, nas expressões com que se dirige a seus seguidores no desejo de construir uma profunda unidade na diversidade de pensamentos e de opções.

            Assim é que ele se declara: “Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e as ovelhas não são suas, quando vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge. Eu sou o bom pastor. Conheço minhas ovelhas e elas me conhecem. Dou minha vida por elas” (Jo.10,11-14)

            Essa declaração só será entendida por aqueles e aquelas que na sinceridade buscam descobrir e entender o amor de Deus por suas criaturas. Esse amor vem expresso nas palavras que carinhosamente pronuncia revelando seu desejo de que todos participem de seu rebanho e de sua intimidade amorosa e misericordiosa.

            Corajosamente se declara como único bom pastor. Alerta para o perigo de se deixar enganar por algum mercenário experto que se apresenta interessado em fazer algo grandioso. Mas quando surgirem dificuldades, não pensa em ninguém. Pensa nele somente. E foge alegando não ter culpa do que está acontecendo. Alega qualquer desculpa para não ser responsabilizado.

            Infelizmente é comum acontecer isso em nossas famílias, em nossas comunidades e em nossa sociedade. Quantos pais, coordenadores e administradores de movimentos, de pastorais e de grupos religiosos que, enquanto tudo for favorável e vantajoso, se mostram competentes e dedicados. Quando o vento virar e soprar dificuldades e problemas, abandonam e fogem.

            E o desejo do Mestre e Senhor continua sendo que haja um só rebanho e um só pastor na unidade da fé e na diversidade de tarefas.

Frei Venildo Trevizan

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